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O Barão e o Mangalarga

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O Cavalo Mangalarga

A mais notável e importante medida para o desenvolvimento da raça cavalar do Brasil, e, com ela, a do Cavalo Mangalarga, foi a criação, por Carta Régia de 29 de julho de 1819, da Coudelaria Real de Cachoeira do Campo - próximo a Ouro Preto.

Nos registros da Coudelaria Real de Cachoeira do Campo, entre os anos de 1821 até 1827, aparece o registro de um cavalo não pertencente à Coudelaria, o “Cavalo Junqueira”, cujo proprietário foi Gabriel Francisco Junqueira, Barão de Alfenas. O Barão de Alfenas, na ocasião, morava na Fazenda Campo Alegre, herdada de seu Pai, João Francisco Junqueira, o Patriarca da Família Junqueira.

Em 1858 foram importados da Alemanha 12 garanhões da raça Mortimer. Três morrem na viagem, dois no desembarque e os restantes foram distribuídos por diferentes regiões. O Governo da Província de Minas comprou um e decidiu localizá-lo onde melhor poderia ser aproveitado ao aprimoramento da raça. Assim, ele foi cedido a Gabriel José Junqueira, para cruzar com éguas selecionadas de suas fazendas Atalho e Campo Belo. Gabriel José Junqueira foi o 1º filho de José Francisco Junqueira, 4º filho do Patriarca - o qual foi assassinado no “Levante Bella Cruz”.

Resumindo, a raça Mangalarga nasceu na Fazenda Campo Alegre, propriedade do Barão de Alfenas. Ela resultou do caldeamento de várias raças com o “Cavalo Junqueira”. Os reprodutores daí resultantes cruzaram, principalmente, com éguas selecionadas de propriedade de filhos e netos do Patriarca da Família Junqueira. Dessa miscigenação de raças, surgiram as características básicas, depois desenvolvidas, da Raça Mangalarga, a saber: um cavalo ágil, veloz, forte, resistente e, ao mesmo tempo, de marcha macia e cômoda para o trabalho, para as viagens a longas distâncias e para o principal lazer da época - a caça ao veado.

 

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