| cruzilia.com | Site Oficial da Cidade

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte

Barão de Alfenas

E-mail Imprimir PDF

Gabriel Francisco Junqueira - agraciado com o título de Barão de Alfenas, pelo Decreto de 11/10/1848, registrado no Livro VII, página 110, do Arquivo Nacional. Título de origem toponímica, tomado ao município do mesmo nome, em Minas Gerais. O Barão é o sétimo e último filho de João Francisco Junqueira que é o Patriarca da Família Junqueira, nascido na freguesia de São Simão da Junqueira, Termo de Barcelos, Arcebispado de Braga, em Portugal, bat. a 14/11/1727 e falecido a 5/4/1819 em São Tomé das Letras, MG.

João Francisco emigrou para o Brasil em meados do século XVIII e se radicou em São João d’El Rei, onde se casou, a 16/1/1758, com Helena Maria do Espírito Santo, bat. a 16/6/1737, filha de Maria Tereza de Jesus em seu 1o casamento, em 1728, com Inácio Franco. Helena Maria é neta de Manoel Gonçalves da Fonseca e de sua mulher Antonia da Graça (3 Ilhoas).

Enriquecido com a mineração de ouro, comprou a fazenda Favacho com 9.000 alqueires em 1764 da viúva do Cel. José Vieira de Almeida, que foi o fundador da Favacho. João Francisco e Helena Maria pelo Inventário a 1/2/1811, Caixa 80, fl. 23, Museu Regional de São João d´El Rei tiveram 7 filhos: Cap. João Francisco, Padre Francisco Antonio, Maria Francisca, Alferes José Francisco, Ana Francisca, Genoveva Francisca e Gabriel Francisco, o Barão de Alfenas, nascido em 1782, na fazenda Campo Alegre, às margens do Rio Verde, em São Tomé das Letras, distrito de Encruzilhada, Baependi, MG.

O Barão de Alfenas é bisneto do casal Manoel Gonçalves e Antonia da Graça (3 Ilhoas de Minas Gerais) que são meus 7os avós. O Barão foi deputado por Minas Gerais, na legislatura de 03/05/1831 a 06/10/1833 e, novamente, na legislatura de 03/05/1834 a 31/10/1836.

Envolveu-se nos movimentos políticos de 1842 (revolta de Sorocaba) e foi, por três vezes, processado e absolvido. Muitas famílias mineiras ficaram solidárias com os revolucionários paulistas, arregimentando-se ao lado do Barão de Alfenas, chefe dos liberais.Viveu em sua fazenda Campo Alegre, tendo sido o iniciador da criação dos cavalos da raça Manga Larga (Laurênio Lago, Acréscimos, 88). Na Igreja de São Tomé das Letras, MG, existe um retrato a óleo do Barão de Alfenas, mandado fazer em junho de 1876, pelo padre João Ribeiro Maia, vigário daquela freguesia. Casado, a 11/6/1808, com Ignácia Constança de Andrade, filha de José de Andrade Peixoto e de Maria Vitória do Nascimento.

O Barão de Alfenas e sua mulher tiveram 10 filhos: Helena Nicésia (c.c. Francisco Ribeiro Junqueira, n. 29/6/1841 em Christina, MG, agraciado com o título de Barão de Christina, Dec. 25/9/1889), Francisco Gabriel, Ana Gabriela, Antonio Gabriel, Mariana, Maria Rita, Genoveva, Rita de Cássia, Joaquim Thiburcio, João Procópio.
O Barão faleceu a 18/1/1868 e foi enterrado na Igreja de São Tomé das Letras que acabara de construir.


Colaboradores/Fontes: Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e A.H. Cunha Bueno - Verbetes: Alfenas, Barão; família Junqueira. Anibal de Almeida Fernandes - Fonte A Família Junqueira de Frederico de Barros Brotero; Anuário Genealógico Latino, Vol. 4; Anuário Genealógico Brasileiro: 1o Anno e IX Ano; Revista Genealógica Latina, Vol. XII; Crônica de Outrora de Antonio de Almeida Prado; Adendas de Francisco Osório de Oliveira, trineto do barão, Dicionário das Famílias Brasileiras A.H. Cunha Bueno; Titulares do Império, Carlos Rheingantz, 1960, Helvetia Pólo Internacional, Julho, 2004. Fontes: Lendas e Tradições da Família Junqueira de Adélia Diniz Junqueira Bastos; As Três Ilhoas - Tronco dos Junqueiras - de José Guimarães, Vol. 1, pág. 183; Nossas Origens - Genealogia Junqueira de Odete Diniz Junqueira. Família Junqueira José Américo Junqueira de Mattos, pgs: 1311 a 1442.

 

Gabriel Francisco Junqueira, Barão de Alfenas (mesma história, mas de outra fonte)

Nasceu em 1782, na Faz. Campo Alegre. Deve ter tido as primeiras letras ali mesmo, na Campo Alegre, pelo professor Luiz Gomes.

Gabriel Francisco Junqueira casou-se em 11 de junho de 1808, com Ignácia Constança de Andrade. Após a morte de sua esposa, em 27 de junho de 1858, foi seu inventariante. No inventário, constam várias fazendas dedicadas à agricultura e pecuária, além de grande quantidade de cavalos, gado e porcos - Gabriel Francisco foi quem começou a criação, seleção e desenvolvimento da raça Mangalarga. Mas o que impressiona é o expressivo número de escravos: 111 e o monte-mor (soma dos bens legados) de 327:219$100 (trezentos e vinte sete contos, duzentos e dezenove mil réis e cem vinténs). Muito acima dos abastados fazendeiros da época. Esse inventário é muito interessante pois nos dá uma idéia dos usos e costumes do século XVIII.

Em 1831, na eleição para deputado na Assembléia Constituinte, encarnando as idéias liberais, Gabriel Francisco foi o escolhido para concorrer com o candidato do Imperador D. Pedro I, o ministro José Antônio da Silva Maia, representante do conservadorismo Imperial. Derrotou-o fragorosamente por uma diferença de mais de 95% do votos!!! Com a derrota estrondosa de seu candidato, o Imperador entrou em depressão e essa derrota e mais o assassinato do jornalista Líbero de Badaró, na Província de São Paulo, foram fatores fundamentais para que abdicasse, em 7 de abril de 1831, em favor de seu filho. Desta forma, a eleição de Gabriel Francisco Junqueira foi um marco importante na história de nosso país pois consolidou os ideais liberais que iriam daí por diante dominar o Parlamento Imperial.

Em 1842, Gabriel Francisco Junqueira comandou, na região de Baependy, um movimento de repercussão nacional: a Revolução Liberal de 1842. A Revolução Liberal encarnava os ideais de uma sociedade mais liberal, em oposição à política conservadora do Império.

A Família Junqueira se destacava não só pelos recursos econômicos de que dispunham seus membros, como também, em conseqüência destes, pelo poder e prestígio político propiciado, entre outros, pela eleição de Gabriel Francisco Junqueira – o Barão de Alfenas foi deputado federal do Parlamento Imperial em três legislaturas seguidas (1834-1837).

Pelo Decreto de 11 de outubro de 1848, o Imperador D. Pedro II, reconhecendo seus méritos pelos inúmeros serviços prestados à Nação, outorgou a Gabriel Francisco Junqueira, o título de Barão de Alfenas.

O Barão de Alfenas faleceu em 18 de janeiro de 1868, aos 87 anos de idade. Foi enterrado na Igreja de São Tomé das Letras, que acabara de construir. Quando morreu, tinha o amor e o respeito de toda a família, o qual nos foi passado por tradição através de gerações, e um enorme prestígio político por sua liderança liberal e pelos inúmeros serviços prestados a Minas e à Nação.

O casal teve 11 filhos, dos quais 9 deixaram grande descendência, hoje espalhada por quase todo o território nacional.

 

Contato

Adsense


Banner

Busca

Compartilhe!