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TERRA DE BONS QUEIJOS

 


CRUZÍLIA - ORIGEM DO QUEIJO PRATO

Os responsáveis pelo início do desenvolvimento da produção de queijos em Cruzília foram os dinamarqueses, que se instalaram na região em 1920. Eles foram os primeiros a descobrir as boas condições climáticas e de solo. E desenvolveram um queijo inspirado em dois tipos tradicionais da Dinamarca: tybo e danbo. Durante uma visita dos fiscais do Ministério da Agricultura à fábrica, o tal queijo ainda desconhecido foi descrito como “grande, circular e com formato de prato”. Eis que nasce o célebre queijo prato.



QUEIJOS CRUZÍLIA - UM DOS MELHORES QUEIJOS DO MUNDO

Pertinho de São Lourenço e Caxambu, onde reinam os doces, está a cidade de Cruzília, terra de bons queijos, graças à produção da Laticínios Cruzíliense. Queijo minas com goiabada todo mundo já conhece e aprova.

É hora de revelar, então, que outros tipos de queijos podem ser combinados com esse sem fim de doces. E a Cruziliense está aí pra isso. Os premiados queijos Cruzília estão entre os melhores do Brasil.



Provolone maturando - Foto: Emily Sasson


Depois de colocar uma galocha e uma touca, o visitante tem a oportunidade de visitar as várias câmaras de maturação e salga dos queijos, sentir as temperaturas e cheiros específicos, ver provolones e emmentais belos e enormes, a mistura e o corte das massas, os fungos se formando no queijo tipo brie e camembert, enfim, o processo completo, a começar pela recepção diária dos 20 mil litros de leite (para quem chegar bem cedo à fábrica).



Queijos na Salmora - Foto: Emily Sasson


Diferente da maioria de produtores de queijo, que usam o pasteurizador de placa, a Cruziliense usa um sistema artesanal chamado ejetor de vapor, trazido pelos dinamarqueses. É uma maneira de melhorar a qualidade do queijo preservando a tradição.

O queijeiro e um dos donos da fábrica, Luis Sergio Medeiro de Almeida, explica que o que faz dos queijos da região tão especiais é uma bactéria chamada propiônico. Em Cruzília, a bactéria se reproduz espontaneamente no solo, em grandes quantidades. O gado come essa bactéria, que naturalmente se incorpora ao queijo. Em outras partes do Brasil, o propiônico tem que ser comprado porque não há quantidade suficiente no solo.

Não bastasse essa maravilha, a Cruziliense conta ainda com o conhecimento do Sr. Otacílio, mais conhecido como Sr. Dico, responsável por grande parte dos queijos e pelo fundamental e precioso segredo da receita: o fermento, que eles mesmos produzem. O sábio queijeiro encontra o ponto da massa na intuição. E todos se consideram seguidores do Sr. Dico.

Dentre os 15 tipos de queijos produzidos está á mussarela e sua diversidade. Uma delas é a mussarela rocambole, obra da Cruziliense. O rocambole é recheado com tomate seco ou berinjela, uva passa e ervas finas. E por cima leva zatar e pimentão vermelho.



Queijo Minas em produção - Foto: Emily Sasson
 




Fonte: Viagemesabor.com.br
 


 

 
     
     
   
 

Veja também:

Site da Fábrica de Queijos Cruzília
 

 
Desenvolvimento: Davi Arantes - www.daviarantes.com
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